Matérias Institucionais
CURSOS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE LIVRE ADESÃO EM OSASCO
No intuito de formar profissionais mais aptos a atuar no contexto da educação inclusiva, tornando a escola um ambiente de alteridade e troca efetivamente, a Mais Diferença, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Osasco, vem desenvolvendo, desde 2006, como parte do Programa de Educação Inclusiva (PEI), uma vasta grade de cursos voltados à Educação e Inclusão, ministrados por nossos consultores.
Inicialmente, esses cursos foram organizados de forma mais segmentada, contemplando especificamente cada função dos atores envolvidos no ambiente escolar, além de serem ministrados no horário de trabalho como uma atividade regular e considerada parte das atribuições dos funcionários da rede municipal de Osasco. Essa segmentação se fazia necessária para que se introduzisse o tema da Educação Inclusiva, considerado ainda como uma novidade para muitos. Nesse ano, 2013, a Secretaria Municipal de Educação, ao notar que os funcionários da rede municipal de educação já haviam atingido uma certa maturidade nas questões relativas especificamente as suas áreas, iniciou um novo modo de organização dos cursos de formação. Os cursos passaram a ser, em sua maioria, de livre adesão, com duração de 30 horas (geralmente distribuídas em dez encontros de três horas cada) e ministrados fora do horário de trabalho, o que passou a possibilitar que cada funcionário seguisse mais de um curso concomitantemente, se houvesse interesse. Além disso, as formações assumiram um caráter mais universal, possibilitando, assim, maior heterogeneidade dos grupos e segundo os consultores, essa nova característica dos grupos tornou as discussões ainda mais ricas e profícuas. O resultado desse novo formato foi avaliado como extremamente positivo tanto pela Secretaria, quanto pelo público-alvo, o que fica explícito quando se vê o número de inscritos e a avaliação feita pelos participantes ao final de cada curso. Quando, ao final dos cursos, pediu-se que os participantes avaliassem os conceitos trabalhados e os materiais entregues nos encontros, a grande maioria respondeu que eram bons ou excelentes; e quando indagados se conseguiriam depois aplicar os conceitos aprendidos na formação em sua prática cotidiana, a grande maioria disse que sim.
O ciclo de cursos de livre adesão do primeiro semestre teve início em junho. Esse ciclo contou com quatro cursos: (i) Educação Inclusiva: o que é? Por quê? Para quem?, um curso introdutório sobre educação inclusiva - o que é uma escola inclusiva e como tornar possível a premissa de educação para todos no cotidiano da escola. (ii) A Comunicação Alternativa no contexto da Educação Inclusiva, um curso sobre as estratégias de tecnologia assistiva que se destinam especificamente à ampliação de habilidades de comunicação dos alunos que não falam ou que têm dificuldades neste sentido. (iii) Fazendo Arte na Escola Inclusiva, dividido em cinco módulos: Cinema, Teatro, Artes Táteis, Música e Corpo e Dança. Esse curso propunha práticas pedagógicas inclusivas através do uso de diferentes linguagens em sala de aula. E por fim,(iv) A inclusão escolar de alunos com Transtornos Globais do Desenvolvimento, que orientava os profissionais da escola quanto ao processo de inclusão escolar de alunos com TGD. Esse ciclo de cursos teve um total de 1.262 matriculados, distribuídos em diferentes turmas.
Este mês, setembro, estamos iniciando o nosso novo ciclo de formação, referente ao segundo semestre e os cursos já contam com 443 matriculados. Nesse semestre, as formações oferecidas serão as seguintes: (i) Educação Física na Escola Inclusiva, (ii) Tecnologia Assistiva: Materiais Pedagógicos Acessíveis e (iii) LIBRAS – Módulo Básico.
DEPOIMENTOS: CURSOS DO PRIMEIRO SEMESTRE
“Adorei o curso!
De modo geral passei a entender melhor sobre a Educação Inclusiva, ter aprendido foi maravilhoso
e passei a me interessar muito mais sobre o assunto. O que mais me deixa feliz é que poderei levar para a escola onde trabalho todo conhecimento que adquiri podendo socializar com os colegas de trabalho.”
Educação Inclusiva
“Gostei muito do curso, aprendi muita coisa. Passei a enxergar com outros olhos a inclusão e principalmente me sinto mais preparada para fazer parte dessa realidade que antes era omitida.
As aulas foram muito esclarecedoras”.
Educação Inclusiva
“Gostaria que o curso tivesse uma duração mais longa, ou seja, que se estendesse por uns meses. Obtive esclarecimento de ideias, assim como também compartilhei experiências obtidas em meu trabalho, realizado na unidade escolar. Conclui que todos fazemos parte da inclusão, afinal somos diferentes e temos que aprender a lidar com essas diferenças e criar métodos para desenvolver as inteligências com as habilidades diferenciadas. Agradeço por fazer parte deste conhecimento e trocarmos conhecimentos”.
Educação Inclusiva
“Tudo que foi trabalhado podemos utilizar com nossos alunos, este conhecimento foi muito importante para nosso dia a dia”.
Fazendo Arte na Escola Inclusiva
“Adorei o módulo Corpo e Movimento, pois pude perceber que a dança não serve apenas para movimentar o corpo, mas principalmente para respeitar espaço e limites e conhecer-se a seu próprio
corpo, sentir-se a cada movimento”.
Fazendo Arte na Escola
6ª Passeata do SuperAção no Rio de Janeiro
O Movimento SuperAção é uma ONG criada em 2003 por jovens com e sem deficiência insatisfeitos com uma sociedade que ainda não reconhece plenamente a cidadania das pessoas com deficiências e que, dessa forma, dificultam a participação dessas pessoas na vida em sociedade, quando não as discrimina e as isolas completamente. O movimento tem como missão a luta pela garantia dos direitos humanos e a inclusão social, pois entende que somente por meio da acessibilidade poderemos construir uma sociedade, de fato, ética, justa e igualitária. Afinal, uma sociedade excludente só comprova sua imaturidade ao passo que não absorve a alteridade e as diferenças, características enriquecedoras para qualquer contexto de coletividade.
Em um país que conta com, aproximadamente, 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa, 24% da população brasileira, o Movimento desenvolveu uma forma de ação e mobilização social que atua por meio da militância realizando passeatas que visam: promover a implementação de políticas públicas de inclusão para pessoas com deficiência; garantir o cumprimento das diretrizes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2008; contribuir para o combate de todas as formas de discriminação e preconceito contra qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade; sensibilizar comerciantes, empresários e sociedade de forma geral a respeito da importância de se criar um espaço urbano geográfico acessível e inclusivo; além de contribuir para a alteração da imagem das pessoas com deficiências para que passem a ser vistos, definitivamente, como sujeitos de direitos. Em suma, o Movimento SuperAção pretende transformar a realidade atual e garantir justiça social a todos, indistintamente.
Nesses dez anos de luta mais de vinte passeatas foram feitas em toda a América Latina. O Movimento promoveu três edições em Porto Alegre, cinco na Argentina, dez em São Paulo e seis no Rio de Janeiro. Essas manifestações contaram com grande repercussão na mídia e impulsionou ainda mais as ações da ONG, uma vez que os resultados, tanto do ponto de vista de conquistas práticas, quanto no que toca conquistas mais sutis de modificação do pensamento do senso comum em torno da questão da acessibilidade, foram inegáveis. Desde de sua formação, o Movimento SuperAção já impactou diretamente mais de cem mil pessoas, as quais tiveram participação efetiva nos encontros promovidos pela ONG.
No domingo, dia 22 de setembro, aconteceu, na Orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, a 6ª Edição da Passeata do Movimento, que sempre é realizada na cidade em datas próximas ao dia 21 de setembro, pois trata-se do Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. Inicialmente, as passeatas do SuperAção eram realizadas apenas em São Paulo, mas foi, há seis anos, após o Movimento ter sido procurado por um grupo de militantes do Rio, que ficou decidido fazer uma extensão do SuperAção em versão carioca. Historicamente, no Rio, o Movimento já contou com o apoio de formadores de opinião tais como: Alcione, Sergio Loroza, Yuka, Gabrielzinho do Irajá, Marcos Frota e, nessa sexta edição, contaram com a presença do grupo de rap Cone Crew, que realizou o show e conduziu o Trio Elétrico do evento.
A Mais Diferenças em parceria com o Movimento SuperAção e o Instituto Novo Ser é realizadora do evento. Neste ano, com o amadurecimento obtido nas edições anteriores, a manifestação adquiriu uma infraestrutura ainda maior. Os participantes de São paulo puderam contar com um ônibus acessível, o qual transportou até o Rio de Janeiro 44 pessoas, sendo 13 delas, cadeirantes. Houve voluntários que trabalharam durante a passeata e que foram treinados anteriormente aqui em São Paulo, além de terem sido distribuídas 500 camisetas com a nova identidade visual do evento para o público.
Para Billy Saga, presidente e fundador do Movimento SuperAção a passeata atingiu seus objetivos e teve resultados positivos, apesar da concorrência com outros eventos como o Rock in Rio. Segundo ele: “Eu acredito que o ganho com um evento desse porte é subjetivo. Mesmo que o quórum não tenha sido muito grande, semeamos toda a Orla de Copacabana com a nossa mensagem, enfatizando e sensibilizando sobre os direitos das pessoas com deficiência e trazendo a pessoa com deficiência para mostrar a cara. A saga continua...”.